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Quadrilha Intermitente

"João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili 
que não amava ninguém. 
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, 
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, 
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes 
que não tinha entrado na história."

Ao escrever isso, Carlos Drummond de Andrade já relatava uma realidade latente na vida de todo solteiro à procura de um relacionamento sério.

Você conseguiu namorar e não foi porque seus critérios diminuíram ao passar dos anos, nem se iluda. Algumas expectativas são como aqueles traços do The Sims que você escolhe antes de criar a personalidade do seu personagem (para os que jogam honestamente claro, com cheats se faz tudo, mas não dá pra usar cheat na vida)

Não foi com o Pedro ou o João. Ou o Alberto, que parecia ter tudo pra funcionar. Nem com o Manoel, que por ter algum distúrbio e tomar remédio te parecia ser uma solução mais saudável por "te inspirar a ser melhor". O Marcos, era tudo o que você sempre precisou em alguém, cheio de ideais e lutava por todas aquelas causas que você achava incríveis, mas também não foi com ele.

Aconteceu exatamente com o Mateus, o cara que nem fazia parte do seu cotidiano ou dos seus amigos, que te adicionou em uma rede social qualquer do nada e você não sabia absolutamente nada a respeito dele, nem se interessou inicialmente em descobrir.

Lili que estava certa.

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